O que mais tenho lido por aí é que se pretende criar filhos sem medos... "não quero que o meu filho tenha medo de nada". Sinto-me, uma vez mais, uma E.T. Eu quero que a minha filha tem medos, não quero que seja tão medricas como a mãe, mas que tenha medos, principalmente enquanto pequena. Não quero que tenha medo da polícia, mas quero que tenha medo do senhor que não conhece de lado nenhum e que a aborda quando a mãe/pai/avó/avô/professor está distraíd@. Quero que o tema e não lhe dê a mão e vá com ele... Quero que tema um precipício e não julgue que, tal e qual, nos desenhos animados chega lá baixo, sacode-se e levanta-se... Quero que o desconhecido a assuste um bocadinho e aprenda ao longo da vida que podemos entender alguns dos nossos medos eliminando-os assim e passando a ser normais para nós.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
Medos
Às vezes parece-me que não nasci para isto da maternidade... sou muito me me me... não me consigo habituar a ouvir mães a falar de "bebecas" (credo!!! A sério!!! CREDO!!!!) e tenho bastante medo do parto e da dependência que ele me pode causar... imagino-me uns dias sem me poder mexer devidamente, a precisar de apoio em quase tudo e isso enerva-me! Claro que, por outro lado, vou falando com a minha barriga, vou-lhe explicando o que vou fazendo, como se ela percebesse, e gosto de a ver lagartar aqui pela barriga e isso dá-me alguma esperança...
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Desabafo
Quase me esqueci do blogue... na verdade, nem sei a palavra passe, mas viva a memorização das ditas cujas, no entanto, sentia falta de um espaço para desabafar: para falar dos medos (ir)racionais que tenho e das parvoíces que me vão dizendo... Acima de tudo do que me dizem, porque os meus medos são os meus medos e ninguém mos tira, mas podiam ajudar qualquer coisinha, não?
Tenho muito medo que a miúda seja surda, porque dizem que ela deveria assustar-se com o barulho e ela não o faz! Que seja cega (este ninguém diz mas associo à surdez). Dizem que pode nascer com um problema, um atraso, qualquer coisa do género, porque fui ao funeral da minha avó e não deveria (por amor da santa, eu até perguntei a um médico se podia ir!). Dizem que será um rapaz porque não estou feia (este só me aborrece porque decoramos o quarto em rosa!).
Desde o início que é assim... as pessoas ficaram à espera (quase que parecia que faziam apostas!) para ver quando me surgiam diabetes gestacionais (nunca apareceram), dizem que devo estar a mentir no peso não porque lhes pareça que estou mais gorda, mas porque me vêem a comer... A sério, gente? E uma puta de uma vidinha para vocês, não querem?
Podem dizer que é hormonal e que é por isso que ando mais sensível... eu acredito que seja, mas nunca me passaria pela cabeça (nos mais de 30 anos em que NÃO estive grávida) dizer isso a alguém...
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Hmmmm
Não sei se ache fofinho ou preoupante que o gajo considere que as mulheres não se fariam a um homem que sabem estar em vésperas de ser pai...
Março
Março passou mais ou menos a correr... em Março as coisas relacionadas com a gravidez foram dando de si... apareceram uns focos ecogénicos que nos perturbaram, apareceu uma senhora gripe que me fez ficar em casa uns dias e me obrigou a antibiótico, apareceram as perdas de sangue e mais uns amiguitos e apareceu, mesmo, mesmo no fim do mês, uma baixa médica por gravidez de risco... por isso cá estamos! Sentadinhos que pelo menos não preciso de repouso total e posso mexer-me, mas, ainda não sei se estou habituada!
Tenho ido a mais médicos nos últimos meses do que nos últimos anos da minha vida... sinto-me feliz mas receosa do que possa aparecer! De cada vez que há uma eco e posso ouvir o coraçãozinho a bater é uma alegria! :)
Mas permanece em mim um sentimento de porca preguiçosa que fica em casa e não vai trabalhar... Ainda ontem me diziam (colegas) que se sente que ainda não me desliguei e a calma que a médica me pede ainda não foi conseguida! :(
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Confissão #2
Sou a pessoa mais negativa que anda por aí... Estou habituada aos meus problemas que relevo porque podem ser muitos mas não graves e isso é o que importa! Não se pense que a gravidez muda isto, talvez agrave! Logo que soube que estava grávida, tive este diálogo com MQT:
Eu - Não conhecemos nenhum bebé com deficiência, sabias?
Ele - Vês? Quer dizer que a possibilidade de haver um problema é baixinha!
Eu - Não!!!! Quer dizer que a possibilidade de ser o nosso com problemas é enorme!!!
Sou negativa, pessimista, medrosa... estou a tentar convencer-me que o que tiver que ser, será e não vale a pena viver assim... mas é tão difícil!!!
Eu - Não conhecemos nenhum bebé com deficiência, sabias?
Ele - Vês? Quer dizer que a possibilidade de haver um problema é baixinha!
Eu - Não!!!! Quer dizer que a possibilidade de ser o nosso com problemas é enorme!!!
Sou negativa, pessimista, medrosa... estou a tentar convencer-me que o que tiver que ser, será e não vale a pena viver assim... mas é tão difícil!!!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A minha avó
A minha avó era a pessoa com mais vida que pudessem conhecer! Com 88 anos ainda tinha uma "vida social" capaz de fazer inveja a meninos de 20! :) Cafézinho diário com as amigas no café da terra e passeios quase todos os fins de semana!
A minha avó contava-me a história de todos os partos que fez (e foram muitos!) e das complicações que sofreu, com pormenores e detalhes que ao longo dos anos, por vezes, esquecia, mas que eu ajudava a relembrar pois, segundo toda a família, devo ser a única pessoa que ainda tinha paciência!
A minha avó, analfabeta mas extremamente desenrascada sempre que precisava, relembrava constantemente a vida de muiiiito sofimento a que foi sujeita.. a vida de extrema pobreza e sofrimento com que criou os filhos (e da sua sogra que deitava pão aos animais só para que os netos não o comessem) para logo a seguir sorrir (muito!) porque todos os filhos viviam agora bem, com casa e carro próprio (era um orgulho para ela que eles tivessem isto!).
A minha avó cultivou até aos 88 anos um jardim lindo, cheio de flores e sem qualquer erva daninha e tinha um orgulho enorme nas suas flores! :)
A minha avó sempre me achou linda! :) Sempre bem (e não se pense que ela dizia isto a todos os netos... ela não tinha papas na língua!) Foi a pessoa a quem tive mais receio de contar que me divorciei... preparei-a e quando lhe disse contemplou-me com um "que se f@d@ o fdp!! eu bem me parecia que não andavas feliz!!! Homens há muitos, filha, és nova e bonita, ainda vais ser muito feliz!"
A minha avó faleceu com mais de 90, no entanto, como o próprio médico nos disse na altura, foi no dia em que fez 89 que desistiu de viver... quando percebeu que já não podia fazer nada disto, quando se conscencializou da sua velhice... Vou ter muitas saudades do sarcasmo, da ironia, da língua afiada que nem todos conheceram porque ela também sabia o que podia dizer e a quem!
A minha avó contava-me a história de todos os partos que fez (e foram muitos!) e das complicações que sofreu, com pormenores e detalhes que ao longo dos anos, por vezes, esquecia, mas que eu ajudava a relembrar pois, segundo toda a família, devo ser a única pessoa que ainda tinha paciência!
A minha avó, analfabeta mas extremamente desenrascada sempre que precisava, relembrava constantemente a vida de muiiiito sofimento a que foi sujeita.. a vida de extrema pobreza e sofrimento com que criou os filhos (e da sua sogra que deitava pão aos animais só para que os netos não o comessem) para logo a seguir sorrir (muito!) porque todos os filhos viviam agora bem, com casa e carro próprio (era um orgulho para ela que eles tivessem isto!).
A minha avó cultivou até aos 88 anos um jardim lindo, cheio de flores e sem qualquer erva daninha e tinha um orgulho enorme nas suas flores! :)
A minha avó sempre me achou linda! :) Sempre bem (e não se pense que ela dizia isto a todos os netos... ela não tinha papas na língua!) Foi a pessoa a quem tive mais receio de contar que me divorciei... preparei-a e quando lhe disse contemplou-me com um "que se f@d@ o fdp!! eu bem me parecia que não andavas feliz!!! Homens há muitos, filha, és nova e bonita, ainda vais ser muito feliz!"
A minha avó faleceu com mais de 90, no entanto, como o próprio médico nos disse na altura, foi no dia em que fez 89 que desistiu de viver... quando percebeu que já não podia fazer nada disto, quando se conscencializou da sua velhice... Vou ter muitas saudades do sarcasmo, da ironia, da língua afiada que nem todos conheceram porque ela também sabia o que podia dizer e a quem!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Confissão #1
A minha vida agora conta-se por semanas... E espero ansiosamente que passem mais duas semanas para que o possa dizer a TODA a gente! :)
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Opinião #1
Há quem diga que os filhos nos fazem perder amigos... há quem diga que os maridos nos fazem perder amigos... eu considero que perdemos porque queremos, porque assim escolhemos! Perdi mais do que um amigo (ou assim o pensava) na sequência de traições por parte dos seus MQT... fui a conselheira e depois, não sei se por vergonha ou por pedido dos MQT envergonhados. Na verdade, nunca lhes disse o que fazer e apenas me mostrei disponível para apoiar qualquer decisão, no entanto, talvez seja demasiado transparente.
Agora estou na fase de considerar que os amigos se vão quando decidem não contar que estão "grávidos" ou que nasceu o rebento. Não sei porquê, nem sei explicar, mas sinto que a amizade que eu pensava que existia era irreal, fruto da minha imaginação e que afinal éramos apenas conhecidos e afasto-me! É provável que esteja errada, bem sei, mas não consigo controlar este sentimento de desilusão e consequente afastamento... Ficarão os bons e os verdadeiros... ou, pelo menos, assim o espero!
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